Plano De Saúde Unimed

 

A Unimed é uma cooperativa médica de todos

As cooperativas de trabalho, seja de produção ou serviços, vêm se tornando cada vez mais numa forma muito atraente e justa de empreendimento. Os números dizem por si mesmos. O Brasil tem cerca de 6.650 cooperativas. São 15% da população ou 30 milhões de pessoas ligadas a essa atividade. No mundo, são mais de 1 bilhão de habitantes em atividade cooperativista. Isto não é pouco porque gera cerca
de 100 milhões de empregos, sendo 300 mil só no Brasil.
O sistema cooperativista começou a ter o formato do que temos hoje no inicio do século XIX com a revolução industrial na Inglaterra. Nessa época, com a mecanização da indústria e o ideário do liberalismo econômico surgiram o desemprego em massa, a miséria coletiva, a intranquilidade e a insegurança social. Nessa atmosfera, surgem então as organizações de trabalhadores através de sindicatos e associações de classe. Nascem daí as primeiras cooperativas de produção e ajuda solidária.

A primeira cooperativa registrada economicamente  importante

foi a “Rochdale society of Equitable Pioneers”. Isto se deu em Rochdale – Inglaterra, em outubro de 1844. Ela era constituída de operários tecelões- 27 homens e uma mulher.
Ao longo da história encontramos vários filósofos, políticos e sociólogos que defenderam os princípios da atividade cooperativista.
Charles Gide (1847-1932), francês, foi o fundador da Escola de Nimes. Robert Owen (1772-1858), inglês, é considerado o pai
do cooperativismo e fundou várias organizações de trabalhadores. Preocupado com aspectos de instrução e educação, Owen criou escolas para os filhos de operários. Um médico e político que teve atuação destacada como
cooperativista foi sir William King (1786-1858) que propugnou pela criação de um sistema de cooperativa internacional.
Um gigante da filosofia ocidental que não é lembrado na história do cooperativismo é Platão. De fato em nenhuma de suas obras existe menção ao verbete cooperativismo como
empreendimento. Mas, quero me reportar à sua emblemática obra A República. Nesta magnífica criação, esse notável filosofo grego (nascido em 428 aC), expõe de forma lógica,
metódica e muito organizada como deveria ser constituído um governo de estado e a administração de uma cidade. Os princípios e razões para a atuação de cada integrante em uma gestão pública deveriam se basear nas exigências da
competência, da justiça e aptidão de cada membro. Cada integrante do governo teria uma função segundo seus méritos pessoais, dando o melhor de si para o bem de todos. E então? Não constitui a excelência e a essência em termos de atuação ou filosofia cooperativista? Nada mais justo do que lembrar desse mestre grego e que tinha como pilares de vida o exercício da justiça, da cooperação, da verdade e da Ética como meios e fins para uma sociedade fraterna, generosa e feliz.
Enfim são muitas as atividades nos moldes cooperativistas. Existe vasta literatura, teses e livros sobre o tema. No
concernente ao cooperativismo médico, nenhuma organização tem a relevância e peso do sistema Unimed.
Na condição de usuário e cooperado acompanho há mais de duas décadas a Unimed Goiânia. Seus dirigentes sempre tiveram como meta valorizar e remunerar dignamente os cooperados. Pode não ser de fato os mais merecidos honorários a que faz jus o médico, mas a cooperativa sempre teve a marca da pontualidade e que melhor paga aos seus filiados, quando comparada com outros seguros-saúde.
A Unimed Cerrado é outro belo exemplo de gestão responsável, eficaz e altamente ético. Uma grande preocupação dos dirigentes, sobretudo vinda da congênere do Cerrado são os cursos de atualização para cooperados e funcionários. Trata-se de uma concessão privilegiada, quando todos os médicos e interessados, possam manter informados de novidades, avanços técnicos em todos os ramos da Medicina e áreas profissionais correlatas.
É recorrente a queixa de muitos médicos de que a Unimed deveria remunerar melhor pelos serviços prestados. Reivindicações com as quais eu faço coro. Todavia, esquecem os que assim pensam e queixam que os motivos desta não mais justa remuneração são os próprios cooperados. Professo esta opinião do alto de meus 25 anos de cooperado e pelo que vejo e constato neste tempo como clínico, cardiologista e plantonista por 18 anos do Hospital Unimed Goiânia. Faltam a muitos médicos os princípios e primados do cooperativismo. A Unimed mais que Empresa Privada é uma entidade com meios e fins voltada para o bem de todos: usuários, funcionários e cooperados.
Dentro desta reflexão- a da culpa dos próprios cooperados- quero citar o exemplo da prática que eu chamaria de “nociva e sem critérios ” de muitos colegas na solicitação e execução de exames complementares. Vemos nesta etapa de uma consulta grandes abusos e absurdos. Há casos concretos tão esdrúxulos, em consultas corriqueiras ou de check-ups, que o médico mais parece um mero despachante de suas clinicas e hospitais. Ou seja, o profissional parece já ter as planilhas de exames prontas no computador. Basta clicar, imprimir e encaminhar o cliente ao laboratório. Isso é uma inversão técnica. Primeiro exames depois a consulta?
Mais do que a perda do encanto, fica a sensação de que o médico esqueceu todos os ensinamentos de semiologia e técnicas de um exame físico bem feito. Enfim, cadê o raciocínio clinico, o suspense, o encadeamento tão inteligente de uma historia médica acurada e dela afunilar em poucas possibilidades os diagnósticos prováveis, sem tantos meio diagnósticos?
São práticas, entre outras, que ao gerar lucro e ganho para poucos trazem danos e rombo no caixa da Cooperativa e prejuízo para a maioria dos cooperados.
O exemplo aqui citado de uso indiscriminado e sem critérios de indicação clinica para tantos exames e outros procedimentos, invasivos ou não, fere de morte os princípios éticos em geral e o compromisso do médico firmado quando se torna cooperado.
São condutas que se perpetuadas e generalizadas poderiam até mesmo comprometer e inviabilizar a saúde financeira da Unimed. O que seria uma pena, dada a importância social e econômica que tem o sistema para todas as pessoas que dele dependem. A Unimed não é de poucos , ELA pertence a todos -usuários, cooperados e funcionários.
* João Joaquim de Oliveira – médico cooperado
 
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